Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 06/07/2021
Paulo Freire, educador brasileiro, afirmou a importância da educação como o agente de cidadania. Isso se comprova em sua frase célebre: “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco a sociedade muda”. Contudo, a evasão que ocorre no ensino superior é um dos empecilhos para esse poder transformador da educação. Logo, são causas que intensificam esse fenômeno: a falta de investimento governamental nessa área aliada as lacunas que esses novos ingressantes tem no conteúdo do ensino básico.
Em primeira análise, são inquestionáveis os cortes que a educação vem sofrendo nos últimos anos o que dificuldade o ensino de qualidade. Nesse viés, conforme pesquisas feitas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) constatou que mais de 21% dos jovens que ingressam no ensino superior não conseguem terminar o curso. Dessa maneira, os altos índices de desistência são pela falta de recursos e pela incapacidade de conciliar o estudo com o trabalho, logo todos esses fatores que causam o afastamento do aluno tem origem na falta de assistência governamental para aqueles que não conseguem se manter no curso sem auxilio financeiro para ajudar nos gastos que esses tem com os estudos.
Outro fator alarmante é a defasagem de conteúdos básicos que são necessários para acompanhar a exigência de uma graduação. Nesse sentido, o despreparo de parte dos ingressantes no curso superior dificultam o desenvolvimento desses na Universidade fazendo com que abandonem o curso, por não conseguir acompanhar as matérias lecionadas pelos professores. Segundo levantamento do Todos pela Educação, apenas 10% dos estudantes saem do ensino médio com domínio dos conteúdos esperados em matemática. Com base na pesquisa parte dos alunos que ingressam, principalmente em cursos como engenharia, tem altos ínices de reprovação em matérias como Cálculo I que exige um conhecimento da formação anterior. Portanto, fica visível como o ensino básico é negligenciado no país e essa lacuna gerada acompanha o aluno até o curso superior.
Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para minimizar os problemas relacionados a evasão universitária. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação, principal responsável pela educação pública no país, promover cursos extrecurriculares voltados para preencher uma defasagem de conteúdo do ensino médio. Isso será feito por meio da inscrição dos alunos que obtiveram uma nota menor que a média mínima em matérias básicas do curso, como exemplo tem o projeto de Ensino de Matemática Básica para o Ensino Superior (EMBASE), a fim de reduzir os índices de alunos que abandonam o curso por despreparo.