Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 12/05/2021
A Constituição Federal de 1988 estabeleceu diversas medidas sociais, dentre elas, o direito à educação a todos os brasileiros. Nessa perspectiva, percebe-se que o Governo não efetiva tal princípio, uma vez que as universidades de rede pública são precárias e, sobretudo, em alguns casos, não apresentam um ensino de qualidade, fatores esses que corroboram para o aumento da evasão universitária. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão e desleixo que apadrinha o futuro.
Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. Na ótica de Lya Luft, em seu texto “Alegres e Ignorantes”, a autora postulou, “Mas, se somos desinformados, somos vulneráveis”. Sob esse viés, quando o Estado não enxerga a formação dos indivíduos com prioridade, gesta-se uma geração de embrutecidos, relegados ao limbo da desinformação, e não menos perigoso, a vulnerabilidade social, como no atraso da faculdade e a ausência de recursos de qualidade nessas instituições, haja vista que 3 milhões de brasileiros desistem do ensino superior todos os anos, de acordo com o G1. Logo, mostra-se um Governo ineficiente nessas conjunturas.
Por sua vez, outro vetor é o papel apático do olhar coletivo nessa temática. Na dialética de Platão, “A parte que ignoramos é muito maior que tudo quando sabemos”. Nesse contexto, quando há o aumento de indivíduos sem ensino superior, o recrudescimento de tal evasão e, por tabela, o absentismo de investimentos nessa esfera se tornam comuns, é indicativo para se exigir uma atuação mais urgente da sociedade, visto que a “parte ignorada” colhe todo o azedume dessa mazela, pois muitos indivíduos não tem condição financeira de frequentar faculdades particulares e recorrem ao descaso da pública. Dessa forma, é fulcral que a coletividade reformule sua ação, com o fito de haver melhorias.
Infere-se, portanto, que, nessa problemática, o Estado deve intensificar os investimentos nessa agrura, por meio de verbas destinadas para essa área, ampliando as estruturas das universidades e promovendo um ensino de mais qualidade, a fim de barrar o percurso de todo o caos. Ademais, a sociedade precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa temática, por intermédio de palestras educativas e documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que a Constituição seja efetiva.