Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 18/05/2021

A evasão universitária diz respeito aos indivíduos que ingressam nas universidades, mas não finalizam o ciclo educacional. Nesse viés, as políticas públicas legitimam a qualificação como possível forma de ascensão profissional, porém a diversidade de situações modela a permanência ou não do estudante no ambiente acadêmico. Assim, a sociedade e a economia perdem futuros profissionais: por uma noção ingênua de carreira e o sucateamento da educação brasileira.

Nessa lógica, o baixo nível de informação sobre o curso desejado é um dos fatores que contribuem para o abandono. Em particular, a falta de planejamento profissional fomenta uma ideia vaga de carreira com motivações alheias a rotina do aluno que vive o dia a dia do curso escolhido. Esse vislumbre ingênuo, em longo prazo, frustra o estudante uma vez que seus valores individuais não competem com as aptidões e interesses exigidos no exercício laboral. Enquanto isso, no campo da psicologia já existe testes vocacionais que auxiliam no processo de autoconhecimento e pesquisa que norteiam o jovem a partir de traços de personalidade possíveis ramos de atuação.

Além disso, outro fator que modela o índice de evasão é o sucateamento da educação quando se refere ao domínio do conteúdo básico. Segundo o MEC, em uma pesquisa realizada pelo Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) a maioria dos formandos do ensino básico apresenta um nível insuficiente em português e matemática, dessa forma a deficiência na formação faz com que os alunos que chegam ao ensino superior não se sintam parte da estrutura. Consequentemente, essa defasagem de conteúdo basilar se torna um problema ao ingressarem na universidade, visto que a permanência estudantil depende do grau de rendimento no processo de ensino aprendizagem.

Para tanto, não basta inserir o aluno no ensino superior, mas também é indispensável compreender os fatores que divergem para o fim do ciclo acadêmico. Nesse viés, é função do poder público, máquina máxima administrativa, estudar possíveis meios de reduzir o déficit de evasão. A ação deve ser feita em parceria com as instituições de ensino, tanto nível médio quanto superior ao ofertarem apoio de psicopedagogos para orientar na escolha profissional e monitorias por parte da estrutura para ajustar os alunos com dificuldades no ensino. Dessa forma, será garantida uma educação de qualidade a todo cidadão brasileiro.