Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 19/05/2021

No período compreendido como Idade Moderna, entre os séculos XV e XVIII, o modelo político europeu procurou desvincular-se das bases religiosas vigentes a fim de desmistificar fenômenos astrofísicos, como resultado, a ciência evoluiu em várias áreas - anatomia e medicina, por exemplo. No entanto, há na realidade brasileira conflitos envolvendo a busca pela inovação científica, tal como o abandono das carreiras universitárias e, por isso, demanda intervenções. Ademais, é imperioso ressaltar as fundamentais causas para tal problemática: a falta de investimentos por parte das autoridades e a desvalorização do trabalho especializado.

Antes de mais nada, convém destacar que o desamparo econômico governamental para com as faculdades e projetos de pesquisa, encontra-se como um dos fatores principais para a superação do impasse. Outrossim, segundo o filósofo Immanuel Kant, a formação do homem está intrinsecamente ligada a educação que recebe. De maneira análoga, a carência de valorização acadêmica na política vigente implica na não aplicabilidade desta no cotidiano brasileiro, destinando assim, pouco incentivo fiscal. Logo, é inadmissível que essa situação perdure.

Além disso, existe no panorama brasileiro, grande depreciação dos ofícios técnicos, em virtude de escassas oportunidades, devido aos baixos salários e a ausência de diversificação nos trabalhos. Nesse viés, como ocorrido no século XVIII, na Revolução Industrial inglesa, os empregos se resumiam à produção de bens de consumo, em detrimento daqueles de ordem qualificada presentes nas instituições de ensino. Assim sendo, a evasão universitária resulta do desdém social que abarca os futuros profissionais.

Urge, pois, que medidas sejam tomadas a fim de se coibir o problema discorrido. Portanto, cabe ao Governo Federal elaborar novos postos de trabalho que exijam formação acadêmica e deliberar subsídios aos alunos nas faculdades, para que passem a ter condições de concluir os cursos e ter empregos, por meio de estatutos e leis para as empresas. Com isso, o Brasil poderá garantir a permanência universitária e salientar sua importância.