Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 30/06/2021

Sucateamento, crise, inadimplência. Diversas são as causas da evasão universitária no Brasil. Nesse sentido, a atual instabilidade econômica afetou tanto o ensino público, devido à redução orçamentária, quanto o privado, uma vez que os acadêmicos não possuem recursos monetários suficientes para arcar com as despesas enquanto dedicam-se aos estudos. Sendo assim, urgem medidas para mitigar esse cenário que acarreta consequências negativas ao país.

É relevante abordar, primeiramente, que a Constituição federal atribui ao Estado o dever de assegurar à sociedade o direito à educação. No entanto, o recente corte de verbas destinadas ao Ministério da Educação (MEC) evidencia a negligência governamental que compromete a manutenção das universidades, bem como a qualidade do ensino básico. Dessa forma, fruto do mau desempenho escolar, o déficit de conhecimento inviabiliza a compreensão de temas complexos presentes nos cursos superiores e fomenta a desistência. Concomitantemente, a alarmante desigualdade social proveniente da concentração de capital em uma pequena parcela da população corrobora o abandono por parte daqueles que precisam trabalhar, pois não dispões de renda para sustentar-se. Essa conjuntura é ainda mais expressiva no âmbito privado, já que a inadimplência impede a graduação.

Em decorrência disso, o direito à cidadania está ameaçado, porque, de acordo com o sociólogo Thomas H. Marshall, essa consiste no conjunto de direitos civis, sociais e políticos de um indivíduo. Porém, a restrição do acesso à formação acadêmica somado ao mercado pouco capacitado implica o elevado índice de desemprego, o que prejudica a efetivação dos direitos à educação e ao trabalho. Logo, devido à ausência de profissionais, observa-se a perpetuação das desigualdades e da estagnação da econômica nacional.

Portanto, cabe ao MEC, em parceria com o Ministério da Economia, investir na educação básica, por meio do redirecionamento de verbas. Desse modo, os cidadãos estarão aptos à efetivação da graduação e, por conseguinte, haverá superação da crise, posto que a profissionalização promoverá o desenvolvimento do país. Ademais, o MEC precisa auxiliar os estudantes de baixa renda, mediante parcerias com instituições bancárias – oferecendo financiamentos e empréstimos a juros baixos – com objetivo de atenuar a evasão universitária.