Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 14/06/2021

Na obra Pré-Modernista “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o Major Quaresma, admirador das riquezas oriundas do país, acreditava que, se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. Entretanto, ao observar os reveses para diminuição dos índices de evasão universitária, percebe-se que esses obstáculos ainda não foram superados, já que a negligência governamental e a má formação socioeducacional potencializam esse entrave.

Sob esse viés, deve-se ressaltar a passividade do Poder Público com medidas suficientemente efetivas para diminuir os índices de evasão universitária no Brasil hodierno. Isso posto, segundo Nicolau Maquiavel, no livro “O Príncipe”, para se manter no poder, o Estado deve operar tendo como objetivo o bem universal. No entanto, é notório que, no Brasil, o governo rompe com essa paridade, visto que a má distribuição de renda, o capitalismo exacerbado, bem como a escassez de programas sociais de bolsas de estudos que visem a consolidação do direito à educação aos indivíduos, comprovam o aumemento de 4% no número de evasão universitária, segundo o IBGE. Por conseguinte, percebe-se que essa inacdeitável questão de vulnerabilidade do Estado configura como um irrespeito colossal e, portanto, deve ser modificada em todo território.

Ademais, é fundamental pontuar a má formação educacional como um dos complicadores para a diminuição da evasão de acadêmicos do âmbito universitário no país. Nessa perspectiva, é notória a carência de medidas cabíveis por parte de autoridades, como o Ministério da Educação, para que o cenário brasileiro seja alterado. Isso, consoante o pensamento de Nelson Mandela de que apenas a educação é capaz de mudar o mundo, expõe que esse conceito encontra-se deturpado no país, à medida que investimentos destinados à educação como a orientação pedagógica e palestras educativas com o intuito de propagar os benefícios do ensino superior para a vida pessoal e trabalhista dos discentes, só decrescem. Desse modo, há de se combater essa grave mazela social.

Portanto, medidas são necessárias para minimizar essa situação. Para isso, o governo federal, instituição promotora do bem-estar social, deve apresentar mecanismos para combater os índices de evasão universitária no Brasil, por meio de investimentos em programas sociais, como o PROUNI, que vise uma distribuição de renda especial, principalmente para discentes em situação de vulnerabilidade, com a finalidade de garantir desenvolvimento e educação para os alunos. Outrossim, o governo deve contratar profissionais qualificados para ministras palestras sobre a importância da educação superior na formação do indivíduo. Assim, tornar-se-á possível, o Brasil alcançar o patamar de nação desenvolvida, como propôs o Major Quaresma.