Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 28/06/2021
O Ministério da Educação possui o papel de promover o acesso facilitado ao ensino superior com qualidade para todos, independente de gênero, classe social e etnia. Conquanto, a crise econômica no Brasil reduz o acesso aos cursos de graduação, visto que, para muitos universitários, é inviável conciliar os estudos com um trabalho para se manter. Além disso, a grande evasão das universidades brasileiras é responsável por elevar os índices da fuga de cérebro no Brasil.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a dificuldade financeira que abrange grande parte da população brasileira promove a redução do acesso igualitário aos cursos de graduação. De acordo com o jornal “BBC News”, cerca de 50% dos estudantes bolsistas do ProUni (Programa Universidade para Todos) já evadiram de suas graduações, desde o início do programa, por motivos financeiros. Sendo assim, é necessário que ocorra a ascensão da igualdade de acesso ao ensino superior para pessoas de baixa renda, o que é capaz de diminuir o abandono universitário no Brasil.
Cabe salientar, em segundo plano, que a saída dos estudantes das universidades brasileiras é a grande responsável por aumentar as fugas de cérebro do Brasil. No filme “O menino que descobriu o vento”, Mike, o personagem principal, foi obrigado a evadir de sua instituição de ensino e passou a utilizar a biblioteca de maneira clandestina para continuar aprendendo, uma vez que ele não possuía renda para continuar pagando suas mensalidades. Paralelamente, a situação de evasão das universidades nacionais por falta de renda é extremamente comum no Brasil, o que eleva o índice da dispersão de cérebros nacionais. Logo, é evidente que ações devem ser realizadas para garantir um acesso mais igualitário para todos os acadêmicos do ensino superior, o que diminui os índices de abandono universitário e, consequentemente, diminui o índice de abstenção de cérebros no Brasil.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver os impasses presentes na causa da evasão em universidades nacionais. Sendo assim, o Ministério da Educação deve promover a criação de um programa que arrecade e direcione verbas para os estudantes de baixa renda, o que deve ocorrer por meio de um sistema que direcione uma porcentagem dos impostos pagos em instituições privadas de ensino para auxiliar a permanência desses estudantes. Tal processo consiste na assistência para acadêmicos que comprovem não ter condições de se manterem estudando por falta renda e que o ganho mensal per capita seja de, no máximo, 1,5 salário mínimo. Espera-se, com essa medida, que o índice de evasão universitária no Brasil seja reduzido e o ingresso ao ensino superior seja igualitário para todos, o que, consequentemente, reduz o número de fugas de cérebros no Brasil e promove mais qualidade de ensino para todos, assim como o Ministério da Educação estipula.