Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 07/07/2021

Segundo dados do Ministério da Cultura e da Educação (MEC), em torno de metade dos universitários, mesmo bolsistas do ProUni, desistem do curso -sendo que a taxa de evasão é maior entre estudantes pardos e negros. Para a redução destes índices destaca-se, então, um problema de ordem dupla: social e econômica.

Conforme os estudantes ingressam na faculdade, surge a questão do custo de vida. Muitos necessitam se deslocar extensivamente até chegar à universidade, outros até procuram por moradia próxima à instituição. Os gastos desta locomoção são consideráveis, especialmente quando somados com outras despesas, como alimentação e eletricidade. Em vista disso, procura-se trabalhar para complementar a bolsa de estudos que recbem -se receberem alguma.  Entretanto, o país, enfrentando seguidas crises econômicas, resultou em demissões em massa, que também dificultam a busca por futuros empregos.

Além do mais, dos alunos que podem se sustentar financeiramente, nem todos conseguem acompanhar o seu curso. A decadência da rede pública de ensino fez com que muitos se graduassem com uma miríade de lacunas na sua formação. Incapazes de arcar com a mensalidade de escolas privadas, múltiplas famílias não desfrutam de melhores alternativas, e, consequentemente, urgem seus filhos a trabalharem desde cedo para auxiliar com a renda familiar.

Diante desse quadro, faz-se clara a necessidade de ação imediata. Cabe ao MEC, à fim de minimizar a evasão universitária, direcionar uma maior parcela do orçamento fiscal para os projetos de revitalização da rede pública de ensino. Adicionalmente, deve ser feito o reajuste frequente dos valores das bolsas de ensino, para que finalmente se garanta a permanência de estudantes na universidade.