Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 24/07/2021

Promulgada em 1988, a Constituição Federal garante que todos os brasileiros possuem o direito à educação de qualidade, cabendo ao Estado fornecer. Todavia, esse conceito não é cumprido devidamente no Brasil, em razão do baixo investimento em educação e planejamento à vida acadêmica do estudante. Esses fatores são desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária.

A princípio, é válido ressaltar que muitas instituições universitárias não possuem bolsas ou auxílios para os estudantes de baixa condição socioeconômica arcarem com custos como transporte, alimentação e,alguns casos, moradia. Essa circunstância está ligada ao baixo incentivo governamental na educação, visto que não fornecem recursos suficientes para manterem os alunos na graduação, o que implica o aumento da evasão universitária. De acordo com uma pesquisa feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é o país que menos investe em universitários. Tal dado confirma a precária situação e o desrespeito vivenciado pelos estudantes do ensino superior, principalmente, os de baixa renda. Dessa maneira, tendo em vista a importância da mão de obra capacitada para o desenvolvimento socioeconômico do país, medidas são necessárias para mitigar esse atual cenário.

Ademais, convém salientar que a escassez de planejamento e apoio à vida estudantil em muitas escolas provoca a evasão universitária por troca de curso. Consoante ao filósofo Aristóteles, o Estado deve governar para a felicidade dos cidadãos. No entanto, esse conceito encontra-se deturpado no Brasil, haja vista que muitos colégios não possuem recursos para instalarem sistemas voltados para informar acerca dos cursos superiores, mercado de trabalho e remuneração, a fim de ajudar os alunos a decidirem sobre suas futuras profissões. Por essa razão, algumas pessoas entram na faculdade com ilusões de sucesso e ascensão por meio do curso escolhido para mais tarde descobrirem que não gostam ou que a profissão não traz um retorno financeiro satisfatório, o que acarreta a evasão universitária. Esse panorama demonstra a infelicidade dos estudantes perante a negligência do estado.

Diante dos fatos supracitados, cabe ao Ministério da Educação, por intermédio de verbas governamentais, criar programas de bolsas permanente, vale alimentação e transporte nas universidades para indivíduos de baixa renda, com o propósito de diminuir a evasão universitária. Além disso, o Ministério da educação também deve, por meio de maiores repasses dos impostos para  educação, fornecer conselheiros nas escolas para auxiliarem os alunos na escolha da profissão, organização e planejamento da vida acadêmica, com o objetivo de acabar com a evasão do ensino superior. Feito isso, é possível o cumprimento da Magna Carta brasileira.