Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 11/08/2021

Jean Paul Sartre, filósofo francês, defendeu a ideia de que o homem está condenado ao direito à educação e que não há barreira social, psicológica ou histórica que possa ofuscar isso. Tomando como norte a máxima do autor, compreende-se que tal ideal é falho na sociedade hodierna quando se coloca em foco a evasão universitária no Brasil, seja pela desvalorização da educação no país, seja pela falta de assistência estudantil.

Em uma primeira análise, é fundamental apontar a importância que a sociedade atual dá à educação. De acordo com o Francis Bacon, filósofo inglês, “saber é poder”, tal frase se relaciona com um dos meios de ascensão social no modelo capitalista. Seguindo a lógica, uma educação de qualidade e preparo de excelência garantiria a qualquer idivíduo uma vida financeira estável. No entanto, a crescente onda de trabalhos informais que não requerem prévia preparação acadêmica se tornou a solução àqueles dispostos a abrir mão de uma educação que pode garantir um futuro definitivo, mas distante.

Ademais, evidencia-se que, segundo dados do Ministério da Educação, mais de 115 mil bolsistas do Prouni desistiram das vagas desde o início do programa até o ano de 2017. Entre pretos e pardos o número é de mais de 60 mil desistentes. Diante de tal exposto, muitos dos casos devem-se a negligência do Estado para com esses alunos, em sua maioria negros e de baixa renda, que encontram dificuldades em conciliar os estudos e a vida financeira.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, o Estado deve, por meio do Ministério da Educação dispor de verba para o auxílio aos estudantes que encontrem algum tipo de dificuldade na manutenção de sua vida acadêmica, a fim de garantir a permanência nas instituições. E, com ajuda da Mídia, conscientizar a população por intermédio de progandas e posts nas plataformas virtuais sobre a importância do diploma no mercado de trabalho. Espera-se com isso, construir um sociedade mais atenta alerta sobre a realidade que a cerca.