Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 29/08/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - assegura a todos os indivíduos o pleno direito à educação. No entanto, tal dever é negligenciado quando se torna evidente os altos índices de evasão universitária no Brasil. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a dificuldade de se manter financeiramente no curso superior e a desigualdade estrutural.

Sob esse viés, o percurso universitário mostra-se como um período de resiliência, até mesmo estóico, principalmente, no aspecto monetário dos mais acometidos socialmente. Desse modo, segundo o filósofo Immanuel Kant, " O ser humanos é aquilo que a educação faz dele". Sendo assim, os empecilhos enfrentados por estudantes, podem leva-los a evasão estudantil, e, consequentemente, contribuir para a não evolução social, que só é possível através do maior condutor do progresso humano, a educação.

Ademais, a estrutura da sociedade se configura de modo inequívoco, ao passo que contribui à extrema desigualdade, e esta tem se mostrado, infelizmente, com certa “perenidade”. Dessa maneira, segundo o filósofo Rousseau, “O homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado”. Logo, um dos piores “acorrentamentos” é o de renúnciar ao saber, que se torna necessário por aqueles que precisam reivindicar à educação ao trabalho, previamente, em suas vidas.

Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que venham conter os índices de evasão universitária no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Governo Federal, juntamente com o MEC, Ministério da Educação, efetivar leis que venhar ajudar no aspecto financeiro daqueles injustiçados socialmente, por meio de auxílios estudantis, a fim de que haja uma sociedade hodierna mais justa. Somente assim, declarações que asseguram direitos essenciais para a humanidade hão de ser realidade na contemporaneidade.