Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 13/09/2021
Durante o ano de 2020, o mundo sofreu transformações sociais, econômicas e políticas devido à pandemia da Covid-19. Dentre elas, os estudantes tiveram de se adaptar ao ensino à distância - conhecido como EAD - para continuar tendo suas aulas. De maneira análoga, no Brasil, os universitários recorreram a esse novo formato de ensino, e percebeu-se, no entanto, que problemas como falta de consciliamento das atividades e valores exorbitantes são fatores que os levaram a abandonar os estudos, sendo assim, desafios para ocorrer a diminuição dos índices de evasão universitária no país.
Primeiramente, é válido ressaltar que independentemente das universidades serem públicas ou privadas, os números de evasão universitária são alarmantes. Segundo dados do INEP, cerca de 3 milhões de estudantes abandonam seus estudos de ensino superior no Brasil todos os anos. Visto que a vida universitária faz parte da vida adulta, requere-se uma organização das atividades, como trabalho, socialização, casa, entre outras ocupações, para não deixar nada de lado. Todavia, durante a pandemia, os estudantes ficaram com todas as suas atividades concentradas em um só lugar: sua casa, e por isso, perda de foco, auxílio em outras atividades e barulho foram agravantes frente aos estudos. Diante disso, há a necessidade de aprender a conciliar as tarefas frente a nova realidade para proporcionar qualidade nos estudos e nos demais afazeres e reduzir a evasão frente essa emblemática.
Ademais, os valores das universidades particulares mesmo em meio à uma pandemia, não foram reduzidos suficientemente para a permanência dos estudantes. Isso devido a reduções salariais, crises econômicas e um preço desproporcional a aprender no meio virtual. Bem como é visto na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em que a média de uma graduação é 2 mil e quinhentos reais por mês, mesmo valor da média salarial dos brasileiros em 2020 de acordo com o IBGE. Fica claro, portanto, que é necessária uma revisão quanto aos valores do ensino superior para evitar o abandono dos estudos, visto que essa fase é primordial para obter melhores resultados no âmbito profissional.
Logo, para diminuir a evasão universitária no Brasil, universidades privadas devem reduzir os valores, seja no ensino presencial, seja no ensino à distância por meio de parcerias com instituições científicas em prol da continuação dos estudos e do entendimento pós 2020, que até a situação econômica melhorar, não se deve aumentar os preços. Além disso, sociólogos devem, em conjunto à psicólogos, promover palestras “on-line” a respeito da divisão de tarefas e como conciliá-las a fim de não perder nenhuma e demonstrar que determinação em meios desafiadores são essenciais para superá-los. Dessa forma, todos os universitários brasileiros terão menos chances de abandonar o ensino superior, tanto durante, quanto depois de uma pandemia.