Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 15/09/2021

No filme “A menina que roubava livros”, de Markus Susak, o pai adotivo da pequena órfã Liesel Meninger lhe ensina a ler. Durante a narrativa, o autor aborda que por ter sido obrigada a parar de frequentar a escola, a prática de leitura constante da jovem, ajuda Liesel a superar sua solidão, se relacionar com o mundo sombrio ao seu redor e se nutrir da esperança de dias melhores. Para além do cenário cinematográfico, a atual realidade enfrentada pelos brasileiros não está muito distante daquela mostrada no longa-metragem, visto que a evasão universitária no Brasil é uma verdade atual. Nesse âmbito, analisa-se que essa problemática é sustentada, sobretudo, pela desigualdade social e pela escassez de recursos.

De início, não há como promover o contato com a faculdade em uma sociedade marcada pela fome. Ao longo do Brasil colônia, período histórico do século XVI, com o aumento da valorização e exploração de escravos, o acesso à educação era destinado apenas aos aristocratas -organização formada pelos nobres-. Entretanto, tais influências não trouxeram benefícios para o desenvolvimento do país, uma vez que a extrema desigualdade social do Brasil, dá lugar à evasão universitária e impossibilita o acesso de jovens no meio estudantil. Em suma, é desumano que haja pessoas em situações que as forcem a abandonar a educação para trabalhar e sobreviver. Isso porque, historicamente, os governos não as tratam como prioridades, o que as condenam, muitas vezes a continuarem à mercê da miséria e pobreza.

Além disso, o escritor realista Eça de Queiroz, em sua obra “O primo Basílio”, critica a instituição familiar moderna e revela suas crises e perda da função social. Nesse viés, segundo a ideologia do escritor Eça, se torna evidente e claro que lares desestruturados, alienação parental, dentre outros fatores do convívio familiar, formam jovens incapazes de perceber a importância do ensino superior e sua função na vida profissional e acadêmica da sociedade. Logo, enquanto a escassez de recursos se mantiver, é possivel dizer que, a evasão universitária irá persistir e se agravar.

Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar o entrave. Assim, o Governo Federalm, em parceria com órgãos midiáticos, deve promover campanhas que enfatizem a importãncia do acesso aos centros universitários, os seus benefícios para o crescimento social e pessoal em terras tupiniquins. Detalhadamente, esse conteúdo deve ser publicado nas redes sociais e em propagandas na televisão, gerando estímulos aos jovens e adultos pela educação e ajudar na constante evolução do Brasil. Desse modo, exemplos como o da personagem Liesel do filme " A menina que roubava livros" serão maiores e o índice de evasão nas faculdades, menor.