Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 21/09/2021
No filme “Vizinhos 2”, é retratada sobre a vida de um grupo de universitárias, em um dado momento elas precisam unir esforços para juntar dinheiro e se manter na faculdade, mediante isso diversas alunas desistem. Nessa perspectiva, os índices de evasão universitária estão em ascensão no Brasil e há muitos desafios para diminuição, devido as dificuldades que os universitários enfrentam financeiramente, falta de recursos e assistência por parte da universidade, e desistência do curso por motivos abrangentes.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que, em 1808, com a vinda da família real para o Brasil, D. João VI criou a primeira universidade do país, contudo o acesso era elitizado. Dessa maneira, resquísios do século XIX, existem nos dias atuais, pois a evasão universitária ocorre majoritariamente por alunos de menor prestígio social, por motivos de problemas financeiros e incapacidade de conciliar o estudo com o trabalho, prevalecendo as elites nas universidades. Desse modo, a falta de ação por parte das universidades seja com alunos bolsistas ou da rede pública, fortalece a desigualdade e a evasão, a escassez de recursos e assistência torna difícil a permanência dos estudantes de baixa renda nas faculdades.
Em segundo lugar, vale salientar que o aumento nos índices de evasão universitária é reforçada pela desistência do curso, devido a não identificação com a área cursada, principalmente as exatas, abandono do setor privado por não conseguir arcar com todos os custos, troca de curso de baixa demanda e falta de inclusão social para alunos especiais. Outrossim, como afirma o filósofo Aristóteles, “A educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces”, o ensino é a perspectiva para um futuro melhor, mas sua trajetória contém dificuldades em consequência do passado, então deve ocorrer a busca por melhorias no sistema universitário para romper com a elitização.
Portanto, é imprescindível que o Governo Federal em conjunto com o Ministério da Educação, promova políticas de equidade, assistência e inclusão social, por meio de recursos financeiros e assistência estudantil para alunos de baixa renda, para estudantes mais necessitados propor emprego dentro da universidade sem comprometer o ensino, preparo estrutural da faculdade para receber alunos especiais. Assim, garantir a permanência dos estudantes nas universidades, mitigar as desigualdades, romper com a elitização e diminuir os índices de evasão universitária no Brasil.