Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 22/09/2021
Max Weber, em seus estudos sobre a sociedade, afirma que a ação racional por fins é aquela que o indivíduo realiza em busca de benefício próprio, tanto para resultados imediatos, quanto à longo prazo. Sob esse prisma, pode-se inserir, nesse quesito, a esfera educacional, uma vez que ela é fundamental para o desenvolvimento humano. Todavia, percebe-se que a ineficiência da assistência estudantil e a má distribuição das verbas públicas nesse âmbito são promotoras dos desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil.
A esse respeito, salienta-se como causa latente do abandono à instituição de ensino, a ineficácia do amaprato aos discentes, visto que, muitos que dependem dos auxílios universitários vivem em condições insalubres. Outrossim, paralelo à isso, o socioólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, discorre a respeito da superficialidade e egoísmo das massas com o passar dos anos e, vê-se tais aspectos dentro da comunidade brasileira, no que tange ao descaso estatal com que muitos estudantes têm de lidar. Consequentemente, à medida que o tempo passa, esse empecílho tende a se agravar, prejudicando o desempenho da educação no país e aumentando a quantidade de pessoas não escolarizadas.
Ademais, vale ressaltar, também, que a inobservância dos governantes quanto ao manejo correto do dinheiro público infere no empobrecimento do ensino no território do Brasil. Nesse sentido, o filósofo contratualista John Locke, em sua tese do Contrato Social, afirma que é obrigação da regência de um dado local estabelecer, com qualidade e equidade, a educação à todas as pessoas. Todavia, em algumas universidades, pode-se verificar que esses preceitos não atuam com veemência , prejudicando alunos e professores de obterem ambientes de estudo adequados e excelência nos métodos de erudição.
Dessarte, faz se necessário, portanto, que o governo federal, como órgão atuante em máxima administração executiva, possa agir em prol do grupo estudantil , a partir do investimento justo na área da educação. Nesse segmento, que sejam realizadas reformas nos campus das faculdades do país, além dos ajustes como compra de móveis novos, ampliação do espaço e maior oferta de vagas nos dormitórios estudantis; como também, que possam ser ofertados aos docentes cursos de capacitação em oratória e didática, por exemplo. Logo, dessa forma, será possível contribuir com a erradicação da evasão nas universidades e, assim, cooperar com o desenvolvimento intelectual e cultural do brasileiro.