Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 13/10/2021
“O amor por princípio, a ordem por base; o progresso por fim”. Esse lema positivista, formulado pelo filósofo francês Auguste Comte, inspirou a frase política “Ordem e Progresso”, exposta na célebre bandeira nacional. No entanto, o cenário desafiador vivenciado no Brasil representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que a evasão universitária no Brasil - grave problema a ser enfrentado pela sociedade – resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Desse modo, não só a negligência do Estado, como também a cultura do imediatismo, solidificam tal mazela. A princípio, é interessante pontuar que a negligência do Estado é uma das causas do problema no país. De acordo com a Constituição Federal de 1988, a educação é um direito social. Nesse sentido, imagina-se que o tema é garantido por tais direitos, pelo suporte e apoio (financeiro, meios de transporte, material didático) e incentivo do governo em formar jovens e adultos no ensino superior. Entretanto, o Estado não atua em defesa do ponto de vista coletivo previsto constitucionalmente, pois de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudo e Pesquisas Educacionais, 28,8% dos alunos desistiram ou abandonaram a faculdade nos últimos anos.
Além disso, a problemática encontra terra fértil no desinteresse e no desânimo vindos da cultura do imediatismo. Isso acontece devido à busca pelo imediatismo em questões individuais no mundo contemporâneo. O que vai de contramão à educação e à formação do indivíduo no curso superior, já que, para conquistar o diploma, exigem-se tempo, paciência e constância, e grande parcela dos alunos não pensam nos frutos que irão colher em longo prazo, mas apenas nas dificuldades presentes no momento. Em virtude disso, segundo a frase do líder e pacifista indiano Mahatma Gandhi, “Você nunca sabe que resultados virão da sua ação, mas se você não fizer nada, não existirão resultados”. Sob esse viés, mesmo sem resultados aparentes e rápidos, ações devem ser providenciadas, pois, o futuro que a sociedade almeja depende das atitudes dos cidadãos.
Portanto, são necessárias medidas capazes de diminuir os índices de evasão universitária. Então, é preciso que o Ministério da Educação, em parceria com escolas municipais e estaduais, desenvolva oficinas educativas e “workshops”, em escolas e universidades, para debater causas, consequências e como minimizar o problema. Esses eventos podem ser organizados por meio de atividades práticas, como dramatizações e dinâmicas, de modo a proporcionar a visualização do assunto, além de palestras de sociólogos que orientem sobre o tema para os jovens e suas famílias, com embasamento científico, a fim de efetivar a elucidação da população sobre a evasão universitária e erradicar o problema. Assim, será consolidada uma sociedade em que o Brasil andará rumo à ordem e ao progresso.