Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 04/11/2021

A evasão universitária é definida pela falta de recursos e assistência oferecidos para os estudantes, o que faz com que muitos se sintam sobrecarregados, opitando por trancar ou desistir do curso. Atualmente, devido a crise socioeconômica enfrentada pelos brasileiros, houve um grande aumento na dificuldade e incapacidade de formação de profissionais. Portanto, mesmo com o aumento de faculdades e, consequentemente, de vagas, as taxas de evasão ainda são preocupantes, pois tendem a crescer cada vez mais.

Conforme dados do Ministério da Educação, em Março de 2019, houve um corte de 4,9 bilhões de reais na verba da educação pública, e em Abril do mesmo ano, as faculdades federais tiveram um contigenciamento de 30%, ou seja, muitas faculdades se tornaram impossibilitadas de oferecer apoio aos seus alunos e professores, podendo resultar, até mesmo, em um sucateamento do ensino oferecido. Além disso, ainda de acordo levantamentos do MEC, a média da evasão universitária aumentou para 21% em universidades públicas, 25% em privadas e 39% nas faculdades que oferem o ensino a distância.

Por conseguinte, aumenta a falta de formação de indíviduos, causando um prejuízo na perspectiva de trabalho, assim como um mercado de trabalho menos capacitado, e a longo prazo, maior desigualdade social. Porém, é válido ressaltar que, a evasão universitária não só ocorre pela falta de recursos e assistência, mas como também por outros fatores, como por exemplo, a falta de investimento na educação básica, o que faz com que muitos estudantes enfrentem barreiras no ensino logo que ingressam nas universidades, a incapacibilidade de conciliar estudo e trabalho, além de que muitas faculdades não possuem preparo para receber alunos com necessidades especiais.

É necessário, portanto, que o Ministério da Educação não só disponibilize métodos para o aumento da verba da educação básica, como também, incentive a criação de políticas público-privadas que criem uma gestão compartilhada, a fim de oferecer mais chances para os estudantes brasileiros. Além disso, é preciso que o Governo Federal aumente as linhas de créditos, facilitando o financiamento estudantil para pessoas com maior dificuldade ao acesso a educação superior, e em conjunto com o MEC, deve ser feita uma maior fiscalização do cumprimento da carga básica nas faculdades de ensino à distância. E por fim, com o próposito de ampliar a inclusão social, devem ser oferecidos cursos específicos aos professores, além de uma verba direcionada, especialmente, a reforma ou construção de lugares adequados para o acesso de pessoas com deficiências.