Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 10/08/2022

Em 1889, o filósofo Raimundo Teixeira Mendes adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional brasileira, mas também para o país que enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento, como o aumento dos índices de evasão universitária. Nessa perspectiva, tal panorama ainda vigente decorre de uma vasta negligência governamental agregada a uma significativa banalização social em procurar prerrogativas para minimizar o óbice em questão.

Diante desse cenário, é fulcral ressaltar que o descaso por parte do governo é uma das principais causas para que o problema se mantenha. Isso porque, de acordo com pesquisas feitas pelo Jornal Nacional, em 2022, ocorreu um corte de mais de 1 bilhão de reais que eram encaminhados para o setor educacional. Sendo assim, corrobora-se que o desamparo superior com a área fundamental para a formação do indivíduo que posteriormente irá intervir em qualquer categoria do país, gera o desespero das universidades. Visto que devido ao fato de muitas não sustentarem seus gastos com esse corte de verbas, acabando fechando.

Ademais, destaca-se o desprezo social com a saúde do acadêmico dado que muitos cidadãos pagam as mensalidades do curso superior, bem como, aluguéis e alimentação em outras cidades com o dinheiro provindo de seu trabalho externo. Contudo, são atacados pelo corpo social, o qual criticam-lhes e obtém um olhar de fraqueza acerca desses jovens. Sob essa visão, eles acabam ficando desgastados e não conseguem conciliar suas rotinas, gerando assim, a desistência da graduação e problemas de saúde física e mental. Logo, essa questão vai de encontro ao posicionamento do estudioso Paulo Freire, o qual afirma que se a educação não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade mudará.

Portanto, é de indubitável importância que o governo federal, na condição de garantidor dos direitos individuais do cidadão, promova políticas públicas para sanar essa adversidade. Para tanto, é primordial a liberação de verbas por meio de leis que assegurem determinada utilização para infraestruturar os campus, promover projetos e auxílios para os alunos e facilitar sua permanência. Em suma, será possível almejar a diminuição da evasão universitária, interferir indiretamente no bem-estar do aluno e cumprir a adaptação feita na bandeira nacional em 1889.