Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 19/08/2022
No filme “O menino que descobriu o vento”, a personagem William deixou de frequentar a escola por não conseguir pagar a mensalidade. Esse roteiro cinematográfico está presente na vida de diversos universitários brasileiros que contabilizam os índices de evasão escolar por não terem condições de pagar o curso até o final, atrelado a falta de oportunidade no mercado de trabalho para arcar com as dívidas da vida adulta, além de que são sucateados concomitantemente às universidades públicas brasileiras. Sendo assim, faz-se necessário um olhar crítico sobre esse sistema.
De acordo com dados do IBGE, 23% dos desempregados são jovens que concluíram o ensino médio, desse modo, continuam dependentes dos pais para iniciar uma graduação, e como afirma o professor Gustavo Bruno de Paula: “Estudantes de origem social mais baixa estão mais vulneráveis a sair do sistema de ensino superior”, o que reforça a problemática financeira que, mesmo com leis e programas, como a Lei de Cotas de 2012- garantindo 50% de matrículas em universidades federais para alunos oriundos integralmente do ensino médio público- e o FIES- finaciamento estudantil-, não tem solucionado todos esses entráves.
À medida que esse problema se alastra, outro cresce enraizando-se na sociedade: corrupção no setor educacional. Segundo o site G1, houve um corte no MEC que afetou 18,2% do orçamento das universidades federais, que por consequência, faz com que nenhuma instituição consiga exercer seus ensinos com êxito, muito menos promover pesquisas que são de suma importância para o âmbito da medicina, por falta de dinheiro.
Logo, cabe ao Poder Legislativo criar e sancionar uma lei que proíba corte nas verbas educacionais, principalmente, nas escolas públicas, ademais, as empresas devem oferecer emprego por, no mínimo, 2 anos para os que estão adentrando ao meio coletivo, afim de que adquiram experiência e possam equilibrar-se na sociedade. Seguindo esse viés, haverá chances de mudar a realidade apresentada por Darcy Ribeiro: “A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto”.