Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 19/08/2022

“Nem sempre recuar é fugir”, frase dita pelo célebre escritor brasileiro, Machado de Assis, no qual resume a postura de parte dos jovens do ensino superior, em que, decorrente do sucateamento das faculdades públicas e da desvalorização da educação acabam contribuindo no crescimento nos números de evasão escolar, dessa forma, deslocando suas carreiras para meios menos formais.

De início, há de se constatar o sucateamento das faculdades enquanto mantenedora da problemática. De acordo com o filósofo contratualista Thomas hobbes, “o Estado deve atuar para materializar as normas da sociedade no qual ele está inserido”. Nesse viés, a realidade brasileira contrasta com a ideia do pensador, concluindo-se dessa forma que a inércia estatal contribui para a conjuntura vijente, visto que não existe alguma ação plena para a resolução do empecilho.

Sob essa perspectiva é válido destacar a falha governamental como um dos principais motivadores da evasão universitária. Acerca disso, assim como o filósofo John Locke acreditou que os representantes do povo deviam promulgar as leis e o rei ou o governo executá-las, tal concepção, todavia, não se aplica a contemporaneidade, uma vez que os ausentes investimentos em projetos de assisstência e revisão desse quadro potencializam a problemática abordada, na qual a própia coletividade é prejudicada.

Infere-se, portanto, a necessidade de combater os problemas enfrentados pelo efúgio acadêmico. Para isso, é necessario que o governo, em paralelo com a mídia, conduzam uma reformulação educacional, direcionadas à carga horária e a tecnologias educacionais, dessa forma, por meio de investimentos e cobranças de melhorias materiais, poderemos cumprir com a finalidade de diminuir os índices de evasão universitária no Brasil. Só assim saberemos o que a final pode ter significado a frase de Machado de Assis, no contexto conhecido pela comunidade brasileira.