Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 14/09/2022
Na Índia, o sistema de castas torna a sociedade vinculada a uma estigmatização social e estamental, no qual um dálite, geralmente nasce e morre nessa condição. No Brasil, no entanto, a mobilidade social se verifica com maior prevalência, todavia torna-se ameaçada devido aos elevados índices de evasão universitária. Nesse contexto, observa-se desafios latentes para a redução desses índices, como: A dificuldade financeira e a hesitação na escolha do curso.
Em primeiro lugar, a dificuldade financeira vivenciada pela camada mais humilde da população prejudica a manutenção das pessoas no ensino superior, tendo em vista que, mesmo em universidades públicas, há gastos importantes para permanência desses indivíduos, como alimentação, transporte. Nesse segmento, é necessário agir em conformidade com a ética aristotélica que visa o bem comum e ofertar uma ajuda de custo para que aqueles que não tenham condições de se manter na faculdade, consigam concluir sua graduação.
Além disso, a hesitação na escolha de um curso superior aflinge os jovens, que percebem que não se identificam com a profissão já a cursando, tal fato impulsiona seu abandono. Essa premissa está consoante ao pensamento de A. Schopenhauer que em sua obra " O Mundo Como Vontade e Representação", pressupõe que o campo de visão das pessoas determinam seu entendimento de mundo. Assim, somente ao ter contato com a profissão os indivíduos saberão se terão vocação para aquele ofício. Sob esse viés, torna-se primordial que haja orientação profissional ainda no ensino médio.
Destarte, a fim de que a condição financeira dos indivíduos não seja um fator limitante e sim inspirador, urge que o Ministério da Educação amenize a dificuldade financeira durante a faculdade, por meio do fornecimento de ajuda de custo para aqueles que necessitarem durante sua primeira graduação, assim todos serão capazes de concluir o ensino superior. Outrossim, para que a falta de orientação profissional não seja causador de abandono de cursos, torna-se imperativo que o Mininstério da Educação por intermédio da inclusão de uma disciplina de orientação profissional no terceiro ano do ensino médio, coloque os estudantes em contato com as profissões, os ajudando assim em uma escolha mais assertiva.