Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 01/11/2022
A Constituição Federal, promulgada em 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, assegura a todos os indivíduos uma série de direitos sociais. No entanto, o atual cenário fere essa garantia quando evidencia desafios para a dimuição dos índices de evasão universitária no Brasil. Nesse sentido, é notável que esse é um problema que persiste sem solução devido à negligência governamental ao silenciamento social.
Nessa perspectiva, convém enfatizar a negligência governamental. Segundo o filósofo inglês John Lock, o Estado, enquanto garantidor dos direitos fundamentais, deve assegurar uma vida confortável à sociedade. Desse modo, é perceptível que o poder público não cumpre com o seu papel legislativo, visto que não utiliza de todos os seus recursos para garantir a permanência de jovens nas universidades. Tal situação acontece pois não há preparo para receber alunos com algum tipo de deficiência, o que pode causar deistência pela falta de inclusão social.
Ademais, vale ressaltar o silenciamento social. Em consonância, a escritora brasileira Martha Medeiros discorre, em uma de suas obras, sobre a ausência de debate social, afirmando que o sujeito silencia tudo aquilo que ele não quer que venha à tona. Sendo assim, é nítida a relação da afirmação da autora e o impasse, uma vez que os universitários de baixa renda familiar, são silenciados socialmente ao não terem assistência estudantil. Isso acontece devido a dificuldade de conciliar o estudo com o trabalho.
Logo, o Ministério da Educação - órgão do Poder Executivo federal brasileiro, deve criar assistências estudantis para alunos de baixa renda familiar e estudantes com deficiências, por meio de investimentos públicos, com a finalidade de diminuir os índices de evasão universitária. Após essas ações, espera-se que haja uma melhora no que tange à problemática, conforme a Constituição Federal de 1988.