Desafios para a educação da população indígena no Brasil

Enviada em 08/09/2019

Hoje em dia, a educação no Brasil é tida como um recurso de extrema importância na política dos nossos governantes e nas prioridades da população. Apesar, o desenvolvimento desta categoria se mostra debilitado pelo acesso de certos grupos. Por exemplo em regiões mais pobres, a situação social dos grupos que ali habitam é mais favorável a recusa de procura de um ensino mais avançado, muitos deles terminando a escola mais cedo para ajudar na economia doméstica de seus lares ou em outros casos, para entrar em grupos criminosos organizados.

A situação dos grupos indígenas é mais complicado. Grandes porções das áreas indígenas e de áreas de maioria ameríndia são relativamente isoladas dos centros urbanos e de difusão de conhecimento, contribuindo para a piora da educação dos grupos que vivem nestas regiões. Os que vivem mais próximos de  regiões de grande concentração de pessoas, seguem por uma educação de qualidade variando de baixa a mediana, a maioria optando pelo ensino público ou pelas oportunidades de cotas oferecidas pelo estado ou por simples falta de renda básica para entrar em um colégio particular.

Ainda, o problema do isolamento das comunidades persiste. Com mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados e dezenas de grupos ainda não tocados pela mão civilizatória, o país não possui a infraestrutura adequada para alcançar os cantos remotos da nação (primariamente a Amazônia). Precisaríamos de investimentos massivos na interligação destas regiões intocadas pelos olhos alheios para o desenvolvimento destas regiões. O turismo seria uma boa justificativa para estes, trazendo novos conhecimentos e levando os conhecimentos nativos para o exterior. Até lá, a população nativa do país, antecessora até do próprio país, continuará isolada, excluída e sem uma educação que leve o progresso às regiões mais necessitadas e subdesenvolvidas da nação.