Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 17/09/2019
Na carta de Pero Vaz de Caminha, é mostrado como os europeus viam os índios como um povo inferior e que deviam ser subjugados. No entanto, mesmo com o fim do imperialismo e com demarcação de terras indígenas, esses aborígenes ainda enfrentam diversos problemas, dentre eles, a falta de uma educação de qualidade. Dessa forma, vale debater quais são os entraves desse modelo educacional e como eles podem ser superados.
Em primeiro lugar, vale lembrar que, desde a Constituição de 1988, as escolas indígenas passaram a ter uma grade curricular diferenciada do resto das escolas brasileiras. Todavia, segundo o site ‘‘info escola’’, somente 57% das escolas destinadas a autóctones, seguiram as indicações da Constituição. Dessa maneira, boa parte dessas escolas ainda oferecem módulos escolares que não condizem com a realidade local, e por isso acabam por desestimular os estudantes.
Em segundo lugar, vale ressaltar que, segundo o site supracitado, outro fator que corrobora com a má qualidade de educação dos aborígenes e que aproximadamente 50% do material didático destinado a estes não são escrito na língua nativa. Dessarte, por conta disso a absorção do conteúdo escolar se torna mais difícil e obriga os envolvidos a aprenderem não somente o português falado mais também toda a norma culta desse idioma. Ademais, as falhas mencionadas vão contra o modelo educacional de Paulo Freire, posto que para esse, a escola não deve forçar os lecionados a aprenderem um assunto que não possa ser usado no cotidiano.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitiga essa problemática. Para tanto, o Ministério da Educação deve fiscalizar o funcionamento das instituições de ensino, para avaliar se estão em consonância com a constituição. Isso pode ser feito por meio da contratação de fiscais, para que eles observem se o material didático e os módulos fornecidos pelas escolas, estão de acordo com o previsto. Desse modo, a tornar o ambiente escolar menos excludente para os indígenas que buscam conhecimento.