Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 19/09/2019
Um dos princípios do SUS é a equidade: tratar desigualmente os desiguais. Entretanto, no Brasil, grande parte das ações governamentais tem o fito de atingir a maior parcela da população, de forma “igual”, negligenciando as diferenças culturais. Desse modo, a educação de povos indígenas enfrenta dilemas por nem sempre se enquadrar naquilo que foi pensado para a maioria. Isso se deve, sobretudo, à insuficiência de políticas públicas e ao preconceito da sociedade. Tais fatos tornam evidente a necessidade de medidas que alterem a situação.
Com efeito, o governo brasileiro trabalha de forma imediatista, pois o maior percentual de suas medidas tem por fim resultados rápidos. Dessa maneira, a educação, para o Estado, é tida como despesa, quando, segundo o economista Arthur Lewis, é um investimento com retorno garantido. Tal fato evidencia a necessidade de realocação da educação, principalmente, das minorias, para um patamar de maior relevância, pois se o Estado investir em infraestrutura e em profissionais haverá retorno.
Outrossim, segundo o médico Augusto Cury, não é digno de ser chamado de humano aquele que não respeita as diferenças. Dessa forma, o preconceito, conceito formado previamente sem análise crítica, que está intrinsecamente vinculado à ignorância, tira da população a dignidade de ser chamado de “gente”, comportando-se como “predadores” uns dos outros. Com efeito, essa postura gera prejuízos, pois é com tal pensamento que muitos professores rejeitam a possibilidade de trabalhar em aldeias.
Consoante a isso, a educação de indígenas no Brasil almeja maior visibilidade para sanar os desafios supracitados . Sendo assim, o governo nacional deve investir em infraestrutura escolar dentro das aldeias, tanto em prédios quanto em professores interculturais, com o intuito de otimizar a aprendizagem nas aldeias indígenas e formar cidadãos capazes de darem continuidade ao projeto. Ademais, campanhas midiáticas devem ser veiculadas a fim de propagar informações sobre a realidade indígena e desconstruir preconceitos. Assim, a “equidade” atingirá maior proporção.