Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 07/10/2019
No início do século XV, com a chegada dos portugueses ao Brasil, iniciou-se a colonização e imposição da cultura europeia. Desse modo, os jesuítas, a mando do rei, reeducaram os indígenas, ignorando sua identidade. Atualmente, esses povos ainda enfrentam problemas com a educação, visto que deve ser especializada respeitando seus ideias. Entretanto, isso não ocorre, haja vista a falta de professores qualificados e infraestrutura precária.
A princípio, a educação da população indígena deve ser direcionada à eles, ou seja, garantir suas especificidades culturais procurando preservá-las. Decerto, para isso, é necessário profissionais falantes de suas línguas e conhecedores de seus costumes. Todavia, segundo o INEP, aproximadamente 20% dos professores de escolas indígenas não obtiveram a qualificação educacional necessária. Por conseguinte, uma parte desses indivíduos não recebem a escolaridade adequada, tendo um déficit na alfabetização e em outras áreas da aprendizagem.
Ademais, como mostra o IBGE, a maioria das comunidades se encontram em meio rural, sendo assim aumentam-se as dificuldades de fornecer infraestrutura apropriada. Segundo o Censo Escolar, apenas metade dessas escolas possuem material didático, sendo eles incompatíveis com a cultura indígena, ilustrando um contexto não vivenciado por esse povo. Certamente, a falta de representatividade com o material adequado, que mostre a língua nativa e aplicação do conteúdo na realidade deles, são contrários ao objetivo inicial da educação especializada, pois não garante a preservação dessas etnias e qualidade na formação escolar.
Em síntese, para que os desafios da escolarização indígena sejam superados, devem haver mudanças. Portanto, cabe ao Ministério da Educação junto a Funai, estimular a formação de professores nativos, com a criação de escolas especializadas que fornecerão a oportunidade de estudo pedagógico e graduação em licenciatura, com o incentivo a perpetuação do idioma local, para que haja profissionais capacitados e conhecedores de seus costumes. Assim, a escolaridade indígena será respeitada, rompendo com as consequências da colonização.