Desafios para a educação da população indígena no Brasil

Enviada em 29/10/2019

Desigualdade, alienação e imposição são aspectos que caracterizam o sistema educacional indígena no Brasil. No limiar da formação do povo brasileiro, a educação do índio era responsabilidade dos jesuítas que tinha o objetivo de dissimular princípios morais e religiosos do grupo dominante. Nessa perspectiva, esses fatores históricos influenciaram a existência de medidas educacionais que não valorizam a cultura indígena e consequentemente restringem o acesso do índio ao ensino superior.

É válido ressaltar, a princípio, que a Constituição Cidadão de 1988 garante a promoção de uma educação escolar intercultural e multilíngue, todavia essa medida não efetivada no Brasil. Em conformidade com tal prerrogativa, a prevalência de uma metodologia educacional tradicional e a pouca quantidade de escolas nas aldeias são desafios para a plena implementação do sistema de alfabetização indígena. Outrossim, as discrepâncias de acesso as universidades estimula o quadro de cerca de 63% dos estudantes indígenas não conseguirem vaga gratuita ou seleção no Fies e ProUni. Dessa forma, tais causas atenuam as diferenças socioeconômicas no país.

Ademais, pode-se inferir que essa problemática é decorrente de uma sociedade injusta e desigual. De acordo com o Contrato Social de Rosseau, todos os indivíduos devem possuir igualdade de direitos, independente de raça, cor e etnia. Porém, a teoria desse filósofo não é aplicada no Brasil, já que a maioria dos índios não são inseridos ao nível superior. Assim, é indubitável o desenvolvimento de um modelo educacional para reduzir a discriminação e a desigualdade.

Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolução desse problema. Em primeiro plano, é imperativo que o MEC crie um projeto para ser aplicado em todas unidades educacionais presentes nas aldeias, o qual promova absorção de valores da cultura indígena e conceda meios para a integração do índio ao ensimo superior. Isso sera possível, com o remanejamento de verbas para políticas afirmativas, visando o estabelecimento de uma sociedade mais justa e igualitária. Assim, a desigualdade, alienação e a imposição presentes no ensino dos povos indígenas será sanado no Brasil.