Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 31/10/2019
Na década de 80, após um deslizamento de terra na usina Angra I, os engenheiros descobriram que o nome do local, “Itaorna”, na língua Tupinambá significava da “pedra podre”. De maneira análoga, o fato demonstra a desvalorização do indígena no Brasil, o que infelizmente percebe-se pela falta de medidas educativas como forma de inclusao social para essa parcela da população. Isso é causado pela inépcia governamental e pelo preconceito da sociedade, por isso, torna-se necessário o debate acerca da problemática
Em primeiro plano, nota-se que o governo não é eficaz em fornecer uma educação de qualidade para os indígenas. Nesse sentido, J.J. Rousseau diz que é dever do Estado garantir as condições educativas necessárias para o desenvolvimento da população no contrato social. Entretanto, quando governo não contrata professores capacitados, infringe não só o conceito de Rousseau como também o Art. 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz que todos têm direito a uma educação efetiva. Logo, há uma barreira no ensino que corrobora para a exclusão social.
Ademais, o preconceito da sociedade também é um impasse à permanência dos indígenas nas escolas. Desse modo, o sociólogo Pierre Bourdieu diz que prdutos como a mídia, que foram denvolvidos como mecanismos de democracia, não poderiam ser mecanismos de opressão. Similarmente, os meios de comunicação fomentam a segregação social indígena, como em “Macunaíma”, obra na qual Mário de Andrade estereotipa a todo momento o índio protagonista como preguiçoso e sem caráter. Sendo assim, o indivíduo se sente incapaz e desmotivado a frequentar uma escola.
Portanto, urge que os ativistas dos Direitos Humanos promovam protestos nas redes sociais a fim de pressionar o Ministério da Educação, em conjunto com a FUNAI, a utilizar de verbas públicas para realizar cursos de capacitação de professores. Esses seriam gratuitos e preparariam o profissional para atuar nas comunidades indígenas respeitando a cultura deles. Além disso, cabe ao Ministério Público fazer o uso de impostos arrecadados com o intuito de veicular propagandas na TV que busquem incentivar professores a participarem do programa de capacitação e formariam uma consciência coletiva na sociedade de que todos, inclusive o indígena, deve ter acesso a uma educação de qualidade.