Desafios para a educação da população indígena no Brasil

Enviada em 28/03/2020

O primeiro relato histórico que cita os Índios Brasileiros é a carta de Pero Vaz de Caminha, que escrevia ao Rei D. Manuel  sobre a sua primeira experiência na nova terra. Após a descoberta do Brasil inicia-se o período de colonização, em que os Portugueses tomaram as terras e tiraram a cultura dos nativos, forçando-os a ter uma religião e educação europeia, e esse acontecimento influência até hoje na vida destes povos.

Os Indígenas perderam a sua identidade e isso acarreta problemas sociais, por exemplo, o pouco espaço que o povo Indígena tem no país. Estes povos têm o direito garantido pela Constituição de 1988 uma educação diferenciada, ou seja, uma educação diferente da urbana. Muitas aldeias têm escolas, as quais asseguram a educação básica do indivíduo, mas o real problema está na formação superior do indivíduo.

A Lei das Cotas diz que pelo menos 37,5% dos estudantes de instituições da rede pública devem usufruir das Cotas Raciais, que abrangem negros, pardos, índios e pessoas de baixa renda. Porém, os autodeclarados indígenas são quem ocupam menor espaço em faculdades públicas e também são a menor fatia que utiliza programas públicos, como o ProUni (Programa Universidade para Todos) e o Fies (Financiamento Estudantil). No entanto, muitos estudantes declarados indígenas estão matriculados em instituições particulares. A antropóloga Antonella Tassinari, explica que a maior presença em faculdades particulares pode ter a ver com o fato destas  serem mais acessíveis: “Não têm o funil de alguns vestibulares, e muitas vezes elas estão em localidades mais próximas das terras indígenas.”. Além disso, há muitos relatos de dificuldade de aprendizagem, porquê muitos alunos indígenas não tem total domínio sobre a língua portuguesa, o que gera desvantagem em vestibulares.

Verifica-se que  que educação dos Indígenas Brasileiros precisa de ajustes, então cabe MEC (Ministério da Educação) em parceira com o Funai (Fundação Nacional do Índio) desenvolver um material didático bilíngue- que seja em português e na língua do estudante-, o qual possibilitará maior e mais fácil aprendizado do aluno e será totalmente gratuito, produzindo uma geração apta a viver na cidade e nas reservas. Também é função do Funai assegurar a educação destes povos, a fundação fará fiscalizações mensais para garantir o progresso nas escolas das aldeias e nas escolas urbanas que têm estudantes indígenas. E a Secretária Especial da Cultura promoverá programas de inclusão da cultura indígena na sociedade. Tais medidas visam combater o empasse de forma precisa e democrática.