Desafios para a educação da população indígena no Brasil

Enviada em 29/03/2020

A educação escolar indígena teve grande avanço nas últimas décadas, porém é errôneo conjecturar que é tão eficaz quanto deveria. A Constituição Cidadã prevê a manutenção dos direitos socioculturais indígenas, viver e ser como tal. “A educação escolar foi usada em vários momentos pelo Estado contra os povos indígenas”, disse a antropóloga e indígena Kaingang Joziléia Jagso, é notável, principalmente com esta fala, que a história indígena nunca foi contada por eles, e sim pelo Estado, de forma que nunca foi se conhecido a opinião vista por seus povos.

Desta forma, a Constituição demonstra que o Estado não deve fornecer apenas o direito cultural aos índios, mas também a escolaridade desde o ensino básico até o superior, e de forma permanente respeitando seus formatos de vida e características.

O Censo de 2016 afirma que 63% dos indígenas não obtiveram vagas gratuitas ou não foram designados pelo Fies ou ProUni para terem cursos em faculdades privadas custeados.

Isto demonstra o não cumprimento de quesitos obrigatórios para com toda população que necessita de apoio na área da educação. Além do déficit na formação em faculdades, há o quesito de contratação de professores que sejam indígenas, já que é um direito apresentar tópicos culturais que mostre desde os anos inciais as principais características desses povos.

Todavia, essas questões se encontram mais como ideais do que em ações, e muitas vezes acabam ignoradas ou colocadas de lado.

É evidente, portanto, a importância de que o Estado coloque em prática professores indígenas qualificados e abram espaço para os estudantes em faculdades.

Nota-se a indispensabilidade dos índios na história brasileira, e esse reconhecimento deveria se iniciar com uma boa estrutura escolar que fosse bem administrada, para que os alunos pudessem compreender com propriedade a necessidade do índio no Brasil.