Desafios para a educação da população indígena no Brasil

Enviada em 17/05/2020

Angela Davis, uma filósofa estadunidense, afirmava que: “A opressão é multifatorial”. Por isso, ela pode ser relacionada com a desigualdade social, visando os desafios para a educação da população indígena brasileira. Visto que, grande parte dela não consegue ingressar em uma universidade privada, em consequência da sua classe social. Além disso, o processo seletivo é desigual, considerando que esses povos possuem um ensino diferente. Nesse contexto, deve-se analisar as causas, consequências e possíveis soluções para esse impasse.

Em primeiro lugar, o Brasil é o sétimo país mais desigual no mundo, segundo o Programa de Nações Unidas para o desenvolvimento. Visto isso, é evidente que para a população indígena entrar em uma instituição privada é inviável, caso não possua nenhuma ajuda de programas como, Prouni ou FIES. Entretanto, de acordo com o Inep, cerca de 75% dos indígenas estão nessas universidades, porém acaba gerando muitas desistências indesejadas, visto que dos 42,8 mil matriculados nesse sistema, somente 1022 desses povos são beneficiados.

Em segundo lugar, logo, isso ocorre porque os vestibulares nas instituições privadas não possuem um certo “funil” como outros processos seletivos, facilitando o acesso e o ensino para estas pessoas. Ademais, segundo o G1, a maioria dessas universidades estão em localidades próximas das aldeias, o que acaba compensando o desafio para eles.

Em vista dos dados mencionados, é imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao impasse abordado. Posto isso, é mister que o governo deve, com o auxílio do Ministério da Educação e do Inep, oferecer um processo seletivo específico para a população indígena, já que eles possuem uma educação diferenciada das escolas urbanas. Sendo assim, seria de extrema relevância desenvolver uma prova, semelhante ao ENEM, com conteúdos baseados na base curricular específica deles, para que a avaliação seja justa para todos.