Desafios para a educação da população indígena no Brasil

Enviada em 25/05/2020

No período colonial, com a chegada dos portugueses no Brasil, os missionários jesuítas tinham como objetivo catequizar os povos indígenas e fazer com que deixassem sua própria cultura para vivenciar os costumes dos visitantes. Em analogia, o ensino educacional indígena está sob os preceitos da educação urbana, dessa forma, desvaloriza a língua e a cultura dos nativos.

Nesse contexto, evidencia-se que a educação indígena percorre extremos obstáculos, além de caminhar em passos lentos. Logo, a falta de contribuição da formação de professores em suas próprias aldeias é um grande percursor do problema. Similarmente, a imposição da grade de currículo escolar indígena, a infraestrutura das escolas, os materiais didáticos específicos a cada povo às suas respectivas línguas são insuficientes para resolução do impasse.

Desse modo, vale ressaltar que, não somente as terras foram tiradas dos nativos, como também, sua honra e cultura. Em outras palavras, a didática de sua etnia tem sido escassa e sujeita ao descaso público. Uma vez que, o percentual de verba governamental para uso de material didático teve um corte de 6%, em 2014, segundo o Ministério da Educação – MEC.

Portanto, a parceria da FUNAI – Fundação Nacional do Índio e o MEC é imprescindível, para a contribuição de professores indígenas, bem como, monitores bilíngues por meio de aumento de verbas e bolsas para formação em licenciaturas e ampliação das línguas nativas. Inclusive, o Ministério do Turismo (MTur) em união com os órgãos citados ampliar o conhecimento escolar urbano em redes públicas e privadas mediante a palestras efetuadas por indígenas a fim de, salientar a importância cultural desses povos. Com o propósito de valorizar a linguística sociocultural e educacional do índio brasileiro.