Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 29/05/2020
Aristóteles, grande pensador da Antiguidade, defendia a importância do conhecimento para obtenção da plenitude da essência humana. Para o filósofo, sem cultura e a sabedoria, nada separa a espécie humana do restante dos animais. Nesse contexto, destaca-se a importância da educação indígena, desde os primórdios até a atualidade, para a construção de uma sociedade mais culta. No entanto, há ainda diversos obstáculos que impedem o pleno aproveitamento desse recurso no Brasil, visto que, cerca de 63% dos nativos não conseguiram acesso a uma vaga gratuita pelo programas do governo. Com isso, faz-se necessária uma intervenção que busque garantir o acesso absoluto a educação para todos os indígenas.
Precipuamente, é fulcral lembrar que a dificuldade do acesso ao ensino superior para os indígenas deriva da baixa atuação governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, que não implementa uma forma de ingresso específico, com isso, ocorre uma causa que impacta diretamente na quantidade de indígenas que não tem acesso ao ensino superior no Brasil. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Educação e da Cultura promover um maior acesso ao ensino e ao conhecimento, por meio de implementação de novos meios de vestibular e cotas específicas, que assim, deverão suprir a meios mais acessíveis à população indígena, a fim de evitar a situação de alienação e insuficiência intelectual presente nos nativos. Desse modo, os indígenas poderá atingir a condição de plenitude da essência humana, prevista por Aristóteles, destacando-se, logo, das outras espécies animais, através do conhecimento.