Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 04/09/2020
Educação indígena: pauta invisibilizada
O etnodocumentário “O caminho de Amália” expõe a realidade de Amália, uma mulher indígena de 53 anos que navega 12 dias para chegar a universidade onde realiza sua graduação. Infelizmente, tal situação não é uma exceção, estando fortemente presente em muitas tribos brasileiras. Sendo assim, a falta de fomento financeiro governamental e a ausência da contemplação da questão indígena na BNCC são os principais desafios à atividade educacional dos povos originários brasileiros.
A constituição brasileira de 1988 garante que a educação dos povos indígenas seja feita de maneira bilíngue e integrada culturalmente. No entanto, um dos principais documentos que regularizam o sistema de ensino do Brasil, a BNCC - Base Nacional Comum Curricular, não aborda essa pauta. Dessa maneira, estando invisibilizada, a capacitação desses povos se torna marginalizada.
Também é importante salientar os inúmeros gastos gerados aos povos originários brasileiros, como a gasolina necessária para o abastecimento de barcos usados como transporte, o material didático, muitas vezes não oferecido pelo estado e a contratação de funcionários para lecionarem em escolas nas comunidades. A ausência de auxílios da classe política, tendo em vista a especificidade da realidade vivida, dificulta o processamento das atividades educacionais.
A partir dos fatos citados, mostra-se necessária a ação do Ministério da Educação e do Ministério da Economia, criando o projeto “Educação e auxílio”, que visará, além de financiar os gastos mencionados, como de transporte, reformular toda a BNCC. As alterações que irão acontecer neste documento resultarão de uma parceria entre as autoridades brasileiras da educação juntamente com as lideranças indígenas, pensando a educação desse povo por esse povo. Tendo sido tais medidas tomadas, os impasses que foram enunciados poderão ser vencidos, efetivando a educação dos povos originários do Brasil.