Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 02/06/2020
No documentário brasileiro “Caminho de Amália”, retrata-se os empecilhos enfrentados por integrantes de comunidades indígenas diante do acesso à educação. De maneira análoga, hodiernamente, apesar do ensino ser assegurado como direito dos nativos, é perceptível a insuficiência desse processo, seja pela escassez de professores habilitados em aldeias, ou devido à dificuldade de admissão dos autóctones em instituições de ensino. Assim, cabe a análise dessa problemática para, então, propor soluções para dirimi-la.
Em primeiro plano, deve-se destacar a garantia da educação intercultural como direito presente na Constituição Federal de 1988. Entretanto, devido o pequeno número de educadores capacitados presentes em comunidades autóctones, grande parte dos nativos não são beneficiados com as práticas pedagógicas. Nesse viés, é imperioso citar o descaso governamental diante do empecilho, tendo em vista a escassez de programas preparatórios acerca do ensino multicultural.
Ademais, nota-se a carência de incentivos aos futuros universitários como promotora desse óbice. Por exemplo, consoante dados do portal G1, anualmente, apenas 20% dos nativos conseguem ingressar em faculdades públicas ou privadas. Sob essa ótica, cabe salientar o preconceito intrínseco na sociedade, uma vez que em razão da desigualdade histórica enraizada nas instituições de ensino, os indígenas são parte da menor parcela que conseguem apoio público para ter acesso a um curso superior. Diante dos fatos supracitados, é mister que providências sejam tomadas acerca do impasse. Convém então, ao Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, a criação de programas profissionalizantes que ofertem cursos para capacitar professores, com o intuito de instrui-los acerca dos costumes e tradições indígenas, objetivando uma abordagem multicultural. Somente assim, a realidade vista em “Caminho de Amália” não representará a sociedade hodierna.