Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 15/06/2020
Segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais influente que pode ser usada para alterar o mundo, mas, para o povo indígena, não é tão fácil assim. Para essa população, existem vários desafios que são enfrentados diariamente quando se trata de sua escolaridade. Uma delas é a desvalorização de sua própria língua e sua expressão cultural, trata-se de uma forma diferente de aprender e pensar entre professor e aluno. Outro fator alarmante é a insuficiência de profissionais qualificados que possam explicar, de forma nítida, para, principalmente, crianças a importância de permanecer e ser fiel as suas origens.
Dos maiores entraves da educação para essa população é a comunicação, tendo uma maior dificuldade para os educadores e educadores que dão aula longe das aldeias e não participam da cultura indígena. Além disso, a língua indígena tem importância e participação social tanto quanto o português, até pelo fato da língua portuguesa ter sofrido influências do vocabulário indígena. Ao perder essa variedade linguística e cultural, perde-se informações e histórias agregadas à língua, por isso, a importância de tal preservação artística.
A ausência de professores indígenas ou que saibam lidar com alunos de mesma etnia dificulta o aprendizado educacional e cultural. Para os pedagogos, entender os pontos pertinentes ao ensino indígena no Brasil é uma incumbência deixado de segunda ideia. Ademais, a alfabetização de indígenas era feita por um mestre que não participava da sociedade, constantemente lidada com preconceito. Um dos propósitos da formação do orientador indígena é que o idioma materno seja o suporte durante a alfabetização, é essencial a seleção do professor que deve orientar sua língua-mãe para ensinar.
Levando-se em consideração esses aspectos é necessário que o Ministério da Educação, em colaboração com a FUNAI, mostre total importância de permanecer e reforçar a cultura indígena, não somente para essa população, mas para que todos tenham esse íntegro conhecimento. Outrossim, que qualifiquem mais profissionais para que estes estejam absolutamente preparados para lidar com qualquer aluno de qualquer etnia e que eles não são incapazes de fazer o trabalho deles.