Desafios para a educação da população indígena no Brasil

Enviada em 18/06/2020

Apesar de, a Constituição Federal de 1998, vigente no país, garantir a todos os cidadãos o direito à educação, tendo como obrigação a igualdade de condições. No Brasil, a população indígena ainda sofre dificuldades para se inserir e participar dessa educação, seja por falta de tecnologias seja por falta de infraestrutura. Logo, integrar a educação aos nativos é necessário para o cumprimento da constituição.

Em primeira análise, a maior parte desse povo vive na região norte do país, que é a região menos povoada e tecnologicamente integrada. Assim, eles habitam um local sem muitos meios de locomoção, energia elétrica ou internet, o que com poucas escolas torna difícil que todos acessem-as. Na regionalização do Brasil feita por Milton Santos, consideram-se critérios como a densidade técnica informacional, ele divide o país em quatro partes: Amazônia, Nordeste, Centro-Oeste e Concentrada, em que o Nordeste é a menos inserida nesse meio tecnológico.

Em segunda análise, próximo à maioria das aldeias, notam-se poucas escolas, um baixo número de professores e insuficiência de instrumentos para a educação. Esse atraso tem origem na colonização, que começou pelo litoral e avançou em sentido oeste. Por isso, as cidades mais desenvolvidas são as mais próximas ao litoral, e o norte sofre com esse subdesenvolvimento pela falta de infraestrutura básica. Então, levar recursos a essas áreas para que a educação ocorra é imprescindível.

Portanto, é notável que existam dificuldades para educar a população indígena, sabendo disso, medidas que democratizem a educação como esta são essenciais. O Estado deve investir na educação especializada para os nativos, por meio da leva de professores para as aldeias e possibilitar transporte para os nativos que leve-os para as escolas mais distantes a fim de cumprir o prometido pela constituição. É importante que essas medidas não contraponham ou desvalorizem a cultura dos indígenas.