Desafios para a educação da população indígena no Brasil

Enviada em 15/06/2020

É de conhecimento geral que no berço da civilização no Brasil os nativos brasileiros eram considerados selvagens, apenas por não terem os mesmos costumes e práticas que seus colonizadores. Através de padres e jesuítas que acreditavam que conseguiriam a glória perante Deus, foi iniciado um processo de catequização e ensinamentos da cultura portuguesa para ‘‘desbarbarizar’’ os índios. E assim se deu a primeira imposição de cultura exterior que julgavam ser a “certa”.

Dado que os nossos indígenas são a minoria da população existem poucos órgãos ativos dispostos a lutar para  manter e preservar seus direitos como qualquer outro cidadão nascido no Brasil. Segundo a Constituição Federal de 1988, os povos indígenas têm direito a uma educação escolar específica, conforme fundamenta a Educação Escolar Indígena. Mas que até hoje não foi olhada com a essencial importância e executada com excelência.

Além da falta de apoio do governo, e o preconceito sofrido pelos estudantes por causa de suas raízes étnicas, há uma precariedade de investimentos feitos para a educação indígena. Muitos precisam sair do seu meio comum para conseguir uma oportunidade quando poderiam ter as mesmas chances sem precisar abandonar seus costumes, tribo, aldeia e até crenças somente para ter oportunidade de estudo e se formar em uma universidade e às vezes desistindo no processo.

Com base nos argumentos citados, é necessário que o governo, através de seus recursos e órgãos

como a Fundação Nacional do Índio (Funai), invista em melhoras em materiais escolares, em professores preparados que  saibam transmitir conhecimento de acordo com cada costume e cultura. Ademais, é importante que haja mais aberturas de vagas ou a criação de universidades especificas para a população indígena e o fim do preconceito da inserção de índios nas mesmas, através de palestras e educação social básica. Só assim caminharemos para um futuro mais justo.