Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 16/06/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, garante a todos os povos o direito à educação e ao bem-estar social. Contudo, quando se observa a população indígena desde a descoberta do Brasil Colônia pelos portugueses por volta de 1500, constata-se que os índios vêm sofrendo com diversas consequências do passado, dentre elas, a dificuldade do acesso a educação. Dessa forma, subterfúgios devem ser encontrados para que uma sociedade mais integra e igualitária seja alcançada.
Segundo o filosofo John Locke, é dever do Estado assegurar a preservação dos direitos invendíveis à vida, como: liberdade e a igualdade civil. No entanto, o cenário atual dos indígenas confronta com o pensamento de Locke, uma vez que o ambiente escolar público não desenvolve projetos para a afirmação de identidades étnicas e nem valoriza a cultura própria desses povos. O que dificulta a inclusão, e também, impossibilita um tratamento mais igualitário.
Outrossim, nota-se que o preconceito é uma das problemáticas encontradas nesse cenário. Segundo o filósofo, Rousseau: “O homem é o produto do meio". Nessa lógica, o ser que convive em um ambiente no qual negue o estimulo a aceitação e a inclusão de outros povos, compartilhará dos mesmos valores, possibilitando a propagação da intolerância e consequentemente, o isolamento social.
Portanto, para mudar esse quadro o Governo Federal deverá, junto com a Mídia através das propagandas publicitárias e de um maior investimento na educação, informar a população, principalmente os jovens, sobre a importância da diversidade. Essa medida terá como finalidade, além da diminuição da discriminação dos índios, uma reforma na estrutura escolar a fim de adequá-la aos diversos estudantes presentes no Brasil. Desse modo, ao informar a comunidade, o Estado brasileiro garantirá o direito da população indígena como diz a Declaração Universal dos direitos Humanos, tornando a sociedade mais igualitária para todos.