Desafios para a educação da população indígena no Brasil

Enviada em 16/06/2020

Em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) afiançou um benefício de uma educação específica para cada grupo indígena no Brasil. Entretanto, mesmo depois de algumas melhorias e avanços, encontra-se, ainda, um longo caminho para que de fato a educação de qualidade dos índios no Brasil, que foi garantida pela LDB, seja alcançada de forma eficaz e assegurada.

Em primeiro lugar, um dos grandes problemas encontrados nesse meio é a falta de infraestrutura básica nas escolas com o ensino indígena no país. Uma pesquisa afirma que que 31% dos centros não possuem salas de aulas adequadas, refeitórios, bibliotecas, banheiros, entre outros. Contando assim com pequenos espaços e casas comunitárias para a ajuda do aprendizado.

É importante ressaltar que as dificuldades não se encontram apenas no ensino básico, mas também no ensino superior. Nem todas as faculdades apadrinham as cotas raciais para os que se autodeclaram indígena. Considerando os conceitos do Censo no ano de 2016, entre 8 milhões de matrículas em universidades, apenas cerca de 50 mil eram indígenas. Devido a esse baixo número, pode-se compreender a falta de oportunidades que eles possuem.

De acordo com os fatos mencionados, é visível que a educação indígena não é investida de forma correta e que o mau aproveitamento é resultado negativo do Estado. Portanto, é necessário que o Ministério da Educação adote sistemas que atendam tribos mais afastadas e ajudem com as construções de centros de ensino e a utilização dos materiais específicos. Também, encaixa-se nesse meio que as Universidades Públicas devem dar mais chances e viabilidades para os indígenas. Prontamente, além de melhorar em sua educação básica, esses estarão ajudando os restantes de suas aldeias.