Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 16/06/2020
Brasil: o país onde a desigualdade ganha dos direitos humanos.
Segundo o regime de colaboração, instituído pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), os povos indígenas têm direito a um ensino escolar intercultural e diversificado. Entretanto, na prática não funciona assim. De acordo com os dados do Censo Escolar de 2015, quase metade das escolas indígenas não possuem aparato educativo específico para o grupo étnico.
A relevância de obter a identidade cultural, que foi reprimida através de tantas imposições suportadas pelo índio, primeiramente pelos portugueses e ao perpassar da história por tantos outros povos, é o objetivo principal da pedagogia escolar indígena. Porém, muitos deles estudam através de livros que não dizem respeito à sua cultura, e que nem mesmo foram escritos em seu idioma de origem.
É perceptível que uma infraestrutura escolar qualificada, como espaços renovados, viabiliza o aprendizado de crianças e adolescentes, além de melhorar o interesse dos estudantes e professores pelo aprendizado. Não obstante, menos da metade das escolas indígenas do país tem infraestrutura adequada, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). Além de prédios próprios, pois muitas funcionam na casa de professores e galpões, faltam banheiros, bibliotecas e, principalmente, luz elétrica.
Em virtude dos fatos mencionados, é essencial que haja medidas para diminuir as dificuldades enfrentadas na educação para a comunidade indígena. É indispensável que o Ministério da Educação provenha recursos para os institutos escolares a fim de adequar os materiais usados para capacitar o ensino indígena assim como o resto dos jovens. Outrossim, o governo deve providenciar reformas e construções de escolas especiais aos mesmos. Antes disso, o Brasil continuará a propagar a imensa desigualdade que se encontra durante anos no país.