Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 19/06/2020
Conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional(LDB) e seu decreto 6.861/09 a organização territorial escola deve ser promovida através da definição de territórios etnoeducacionais,através dos quais deve-se assegurar às comunidades indígenas,no ensino fundamental regular,a utilização das línguas maternas e dos processos próprios de aprendizagem.Contudo,essas civilizações desnorteadas e desestruturadas ficam a mercê da boa vontade institucional e governamental para o seu desenvolvimento educacional e são vítimas de violentos ataques que levam á sua dizimação.
Ocasionalmente,infraestruturas para escolas e valorização e formação de professores são ações vitais para manter as línguas,a diversidade e a resistência das comunidades,consoante Ivana de Siqueira,a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão,a escassez de especialização profissional para educação do indígena pertencente ao ensino médio é um desafio para o Ministério da Educação (MEC),juntamente à omissão de preparo institucional relacionado às especificidades culturais e linguísticas indígenas.
Ademais,morar em centros urbanos sem ocultar sua ancestralidade e as próprias referências é um ardor para mais de 315 mil indígenas,segundo dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE).A discriminação e o preconceito são entraves culturais sofridos e reconhecidos pela própria Fundação Nacional do Índio(Funai), que tem como missão promover os direitos dos povos indígenas no Brasil. Desse modo, é imperiosa uma ação do MEC,associado à Funai e às comunidades indígenas,que devem, por meio da incentivação à profissionalização adequada dos professores,efetivar a educação indígena brasileira.Some-se a isso a implementação de verbas públicas para desenvolvimento de campanhas simpatizantes à inclusão sociocultural indígena para assim reverter um histórico repleto de injustiças e marginalizações relacionadas à esse povo.