Desafios para a educação da população indígena no Brasil

Enviada em 18/06/2020

A educação escolar indígena avançou nas ultimas décadas. Promulgada em 1988, a Constituição Cidadã reconheceu os direitos culturais dos povos, sustentando o direito á diferença e á manutenção dela. Apesar disso, ainda hoje há uma enorme divisão no pais, que tende a marginalizar os indígenas, ridicularizando a sua imagem o que acarreta em preconceitos perante a esses povos, além do pouco investimento em que o governo faz para esse povo .

Em primeira análise, o ensino indígena precisa ser organizado por pessoas que entendam a cultura, a tradição, e respeite todos esses fatores. Desde a vinda dos portugueses para o Brasil o índio se viu obrigado a obter saberes através de uma língua desconhecida e a aprender o que não era de sua tradição. Hoje o nativo alcançou vários avanços, entretanto, muitas falhas ainda são presentes, pois muitas vezes eles não conseguem vagas gratuitas ou não recebem um auxilio de programas estudantis para custear a faculdade privada, é o que mostra o a reportagem do G1 educação de 2018.

Em segunda análise, o indígena sofre com a invisibilidade e com o desinteresse econômico e governamental, pois é mais fácil continuar excluindo os nativos de seus direitos por lei, do que lhes dar acesso a uma educação de qualidade, com boa infraestrutura e próximo a aldeia. Para os governantes o mínimo que fizerem já está ótimo, e ignorarem essa problemática será a melhor solução, mas no futuro será difícil.

Portanto cabe ao Governo que junte representantes do Ministério da Educação e a Funai, que realizem reuniões visando questões como o aumento de escolas e a qualidade delas além de diversos cursos de aprimoramento dos conhecimentos para os professores indígenas. Incluírem uma grade curricular que envolva suas ações cotidianas como a pesca. Espera-se que o MEC forneça números maiores de vagas nas universidades publicas e programas de bolsas integrais na rede particular, assim garantir acesso a educação de qualidade.