Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 25/06/2020
A lei de 1986 – norma de Diretrizes e Bases e Educação Escolar Indígena – assegura às comunidades indígenas a utilização de duas línguas no processo de aprendizagem. Entretanto, as grandes dificuldades de acesso, sistema de ensino e contratação de professores qualificados, impedem a prática desse direito. Com efeito, um diálogo entre sociedade e Estado sobre as soluções para combater as contrariedades da educação dos nativos é medida que se impõe.
Em primeiro plano, é necessário que a sociedade não seja intolerante, como relata Eliandro Pedro de Souza, presidente da Organização dos Índios da Cidade. “Eles iam para as cidades e não diziam que eram indígenas. Ocultavam a origem”, esse medo e pensamento é inadmissível já que o Brasil é o país das diferenças, deve-se respeitar a todos, fato crucial e relacionado ao ensinamento dos povos.
De acordo com o Inep, estão hoje nas escolas indígenas, 163.773 estudantes, um número baixo comparado aos 800 mil nativos que moram no Brasil. Um dos motivos mais impactantes é a falta de diálogo, informação e solidariedade da população sobre o assunto. A falta de interesse político e pouca divulgação histórico-social somam para a piora da causa.
Urge, portanto, que indivíduos e instituições de aprendizagem cooperem para mitigar a intolerância e o preconceito contra os índios. Cabe aos cidadãos repudiar a inferiorização das origens e dos costumes no território brasileiro, por meio de debates nas mídias socias capazes de descontrair a prevalência de um grupo sobre sobre as demais. Ao MEC junto com as prefeituras devem promover campanhas e acessibilidade as escolas e contratarem professores capacitados para a área. Assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, alcançara o país a verdadeira educação da população indígena.