Desafios para a educação da população indígena no Brasil

Enviada em 11/07/2020

O documentário “O caminho de Amália” é um produção brasileira que retrata a dificuldade do acesso à educação pelo povo indígena. O etnodocumentário enfatiza as diversas barreiras que existem entre as comunidades que fazem parte de uma minoria diante do sistema passivo de educação presente na Base Comum Curricular (BNCC) e como devem ser enfrentadas. É notável que a diversidade cultural e linguística são fatores que contribuem para a exclusão indígena do sistema educacional, além da precariedade de escolas e materiais em áreas florestais.

Dentre os principais fatores de tal problemática, o que mais dificulta indígenas ao acesso educação é a diversidade etnocultural presente no Brasil, com diversas línguas, costumes, tradições e valores. Tal pluralidade cultural é vista no Brasil desde o período pré-colonial, mas foi quando os europeus habitaram o país que começou a notar-se uma desigualdade entre os habitantes tupiniquins. A língua se tornou um limite para a educação, já que um país de tamanha diversidade considera apenas um idioma como língua materna na BNCC. Contudo, o multicultiralismo não deve ser visto como algo negativo para o crescimento do país, sendo assim necessárias medidas de inclusão cultural indígena, já que esses também são cidadãos e tem pleno direito à educação.

Ademais, muitos indígenas, assim como é mostrado no documentário, se dedicam de forma intensiva aos estudos, contudo há um baixo investimento em materiais e transporte para estes por parte do Estado. Em aréas mais remotas e florestais existe menor apoio político para reformas educacionais, principalmente por falta de representatividade em orgãos públicos. A ausência de apoio governamental reflete em uma invisibilidade forçada às minorias, algo que não deveria acontecer mas está presente na atual sociedade.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. São necessárias políticas públicas com o envolvimento de comunidades indígenas para a adaptação e transformação de escolas, com o intuito de ceder a ampla educação à essa minoria, como por exemplo investir em materiais em diferentes línguas e atividades diversas dependendo da região e costumes. Também é de extrema importância que o acesso ao transporte público em aréas mais escassas de administração pública, que podem acontecer, da mesma forma, por uma relação entre povo e Estado. Somente assim cidadãos, como Amália, terão amplo acesso à educação de forma não excludente e enfrentar menos dificuldades em busca do conhecimento escolar.