Desafios para a educação da população indígena no Brasil

Enviada em 25/07/2020

No filme “Escritores da Liberdade”, é retratado  uma jovem e idealistas professora que chega a uma escola de um bairro pobre. Nesse sentido, há entre os alunos uma constante tensão racial, ocasionando na dificuldade da aceitação da diversidade. Fora da longa cinemática, é fato que a realidade apresentada  pode ser relacionada com a contemporaneidade brasileira, uma vez que há desafios para a educação  da população indígena. Nesse prisma, destacam-se dois fatores que auxiliam na problemática: o preconceito étnico e as escolas construídas sobre um viés elitista. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

É relevante abordar, primeiramente, o preconceito contra os povos indígenas como um dos complicadores do problema. Desse modo, de acordo com a Constituição Federal de 1988, “A educação, direitos de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade”. No entanto, o que se observa no Brasil é o oposto do que a Constituição prega, visto que, diante dos dados da Censo 2016, os estudantes indígenas são os que menos recebem auxílio público para continuar os seus estudos. Dessa forma, é inaceitável que, em pleno terceiro milênio, o problema destacado aconteça pela negligência do poder público, violando o que é exigido constitucionalmente.

Pararelo a isso, vale também ressaltar que as escolas brasileiras foram construídas sobre um viés elitista. Isso é retratado na Roma antiga, período em que promoveram o primeiro sistema de ensino oficial, mas que apenas as classes elitizadas poderiam frequentá-las. Sendo assim, é certo que isso mostra como que a segregação  está presente desde a antiguidade clássica, atingindo todas as camadas socais e étnicos.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério da Educação (MEC), por meio das verbas governamentais, melhorar os sistemas de bolsas de estudos e programas sociais direcionados aos povos indígenas, a fim de auxiliar na ascensão social e diminuir a desigualdade étnica no país. Além disso, cabe ao Estado, através do Tribunal das Contas da União, aumentar a infraestrutura educacional em regiões que se concentra a maior parte da população indígena, como no Norte do país, para que a educação atinge todos os âmbitos das camadas étnicas e sociais. Somente assim, a médio e longo prazo. será possível amenizar nas dificuldades da aceitação da diversidade vistas em “Escritores da liberdade”.