Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 16/08/2020
Segundo o filósofo inglês John Locke, o Estado por meio de um contrato social, deve garantir à sociedade os direitos básicos, como a vida e o bem-estar social. Entretanto, quando se observa a questão indígena no Brasil contemporâneo percebe-se que a ideia de Locke é refutada. Dessarte, faz-se imprescindível não somente uma análise dessas causas, como também das possíveis soluções para combater o impasse.
Em primeira análise, é importante ressaltar o genocídio desta população como catalisadora deste quadro deletério. Conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas - IBGE, em 1500 haviam cerca de 5 milhões de indígenas no país, em 2010 esse número era de 800 mil, provando que a atual política em relação a tais tribos precisam ser revistas de forma urgente. Como consequência da perseguição, a minoria padece da exploração do trabalho na agricultura que leva a degradação dos seus costumes e a possível extinção desses povos.
Em segundo plano, é válido ressaltar a invasão de terras desses povos como promotor do problema. Conforme um recente estudo divulgado pela Fundação Nacional do Índio, entre 2018 e 2020 houve um aumento de 250% de denúncias em relação à invasão territorial. Por conseguinte, tal ação promove o êxodo dessas populações que ao chegar aos centros urbanos são submetidos a mendicância. Assim, torna-se importante que medidas públicas sejam tomadas de forma urgente.
Dessarte, deliberações exequíveis são necessárias para combater tal entrave na nação. A Sociedade Organizada deve pressionar os atores públicos e privados por meio das redes sociais, com o objetivo de criar eventos abertos ao público com representantes da FUNAI para discussão de assuntos como genocídio e demarcação de terras, além de ampla divulgação nas redes sociais. Logo, despertará na sociedade um pensamento crítico e o respeito pela diversidade. Alcançando assim a utopia de Locke.