Desafios para a educação da população indígena no Brasil

Enviada em 22/10/2020

A Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, promete, em suas disposições, a consolidação de um Estado justo, democrático e igualitário. Conquanto, quando se fala dos desafios para educação indígena, percebe-se que essas garantias constitucionais não se afirmam completamente no presente, visto que esse é um grave problema social, que se sustenta pela ausência de consciência social e pela falta de ações governamentais. Diante disso, é imprescindível o debate e resolução dos impasses.

Deve-se pontuar, de início, a ideia de massificação social defendida por Hannah Arendt, em sua obra “Banalidades do mal” se relaciona fortemente com a temática. Com efeito, a filosofia reflete sobre o processo coletivo em que todos os indivíduos possuem os mesmos padrões de gostos e comportamentos e são ausentes de consciência crítica. Nesse sentido, verifica-se que, em razão disso, as pessoas não entendem que o acesso à educação, como as escolas e Universidades, por exemplo, é um direito social e que eles tem papel fundamental na base da sua formação cidadã e, por isso, não há reivindicação desse privilégio. Desta forma, faz-se necessário uma mudança na mentalidade social como forma de combater os efeitos apresentados por Hannah.

Ademais, a afirmação de Abraham Lincoln que diz " a política é serva do povo e não ao contrário" se liga secundariamente à situação. Isso porque, o poder público não serve a população com ações que melhorem a infraestrutura educacional das escolas indígenas, já que elas dispõem de uma espaço físico adequado e muitas vezes ocorrem de forma improvisada, com impacto principalmente na qualidade do aprendizado. Desse modo, é fácil perceber que sem uma política comprometida, como cita Lincoln, esse tipo de situação irá se perdurar, haja vista que a atuação governamental é primordial para se desenvolver cenários melhores.

Portanto, é evidente que os problemas para educação dos indígenas no Brasil precisam ser resolvidos. Dessa maneira, a população, por meio de um projeto social online, deve criar uma campanha de incentivo e que trabalhe paralelamente com ações governamentais. Tal campanha deve ter repercussão nacional e representantes de todos os estado brasileiros, para que se possa cobrar do Estado maiores ações, projetos, planos e investimentos públicos voltados para sociedade. Logo, espera-se que a população possa exercer seu protagonismo e trabalhar em parceria com poder público.