Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 29/11/2020
Conhecida como “cidadã”, por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que a educação indígena no Brasil, se mostra desafiante e configura-se como uma falha no princípio da isonomia. Sendo assim percebe-se que os desafios para a educação da população indígena no Brasil possui raízes amargas, seja pela insuficiência legislativa, seja pelo descaso midiático.
Sob esse viés, pode-se apontar a fragilidade legislativa como um dos fatores que corroboram para essa problemática, pois, mesmo com leis já sancionadas de garantia à educação ao povos indígenas, na pratica isso não é feito. Enquanto isso, na obra, " o cidadão de papel " de Gilberto Dimenstein, é retratado como as leis são cumpridas apenas na teoria (papel), mas não na prática, fluindo muitos problemas sociais, longe da literatura o mesmo acontece, principalmente à povos indígenas em sua educação.
Outro forte ponto que se destaca é o abandono midiático, porque a mídia ao em vez de promover debates que elevem o nível de conhecimento populacional, influencia negativamente ao de calar, ignorando esse revés. Segundo o escritor e filósofo, Pierre Bourdieu o que foi criado para ser instrumento de democracia jamais deve ser usado como mecanismo de opressão. Partindo dessa perspectiva, a população indígena, assim como toda outra precisa ter voz e falar sobre os seus problemas publicamente, para que os mesmos possam ser repensados e resolvidos.
Logo medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra o MEC, juntamente com o Ministério da Cultura devem desenvolver campanhas em escolas, para alunos do ensino médio, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser Webconferenciadas nas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre os desafios para a educação da população indígena no Brasil e atingir um público maior. Por fim é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para a diferença, pois como constatou Hannah Arendt: “a pluralidade é a lei da terra”.