Desafios para a educação da população indígena no Brasil

Enviada em 16/11/2020

Historicamente o Brasil é atingido pela absorção intensa dos efeitos da globalização no mundo, e principalmente sobre as culturas nativas. Dessa forma,segundo o sociólogo Rodney William, a globalização fez com culturas nacionais como a indigena passassem pelo processo de esvaziamento de sentido, o que faz com que as causas e necessidades indigenas fossem tidas como secundárias ao estado. Portanto, a educação indigena enfrenta desáfios que tangem o descaso feito pelo estado em relação a formação técnica do indío, assim como a desapropriação da cultura indigena na conjuntura vigente.

Nesse sentido, segundo o sociólogo Paulo Freire, a educação liberta mas não apenas o acesso a educação mas também condições favoráveis para o progressão da capacidade cognitiva do individuo. Com isso, segundo o antropólogo indígena Baniwa Gersem, o estado de fato oferece acesso ao estudo, mas fornece condições precárias de evolução e formação estudantil á população indigena, o que retrata o descaso governamental feito à população indigena no Brasil. Posto isso, torna-se evidente a necessidade de se otimizar e reformular as bases da educação fornecida aos indíos no BrasiL,  tanto por meio de docentes adaptados a capacidade de apredizado do indío quanto atravéz de uma infraestrutura favorável a progressão estudantil destes.

Além disso, ocorre que com a crescente globalização somado ao processo de desapropriação da cultura nacional, deu-se progressão ao sucateamento da identidade indigena no país. Isto é, o urbanismo cultural tornou o nicho social indigena em uma distopia ultrapassada e ‘‘museucificada’’ para o entendimento vigente. Dessa forma, deve-se haver o reconhecimento da cultura indigena como algo vivo e presente na conjuntura e que deve ser revigorado por entre os costumes urbanos e cotidianos, como alude o literário Oswald de Andrade em seu manifesto Antropofágico na primeira fase do modernismo brasileiro.

Diante dessas considerações, o Governo Federal por meio do Ministério da Educação deve inserir na grade curricular da instituições de ensino público e privado aulas de cultura indigena, com a ultilização de cartilhas educativas no intuito de reavivar a afeição cultural dos indigenas na conjuntura. Em segmento, o Ministério dos Diretos Humanos aliado ao Ministério da Educação deve efetuar medidas de reformas de infraestrutura nas intituições de ensino aos indigenas, assim como o auxilio psicopedagogo no trato estudantil indigena, a fim de remediar as dificuldade que os indíos encontram ao se inserir em meio de formação estudantil e técnica no Brasil.